Por que escolhi o Paraguai para internacionalizar meus negócios
Carga tributária, estabilidade jurídica e proximidade com o Brasil: os três motivos práticos que me levaram a montar minha base em Assunção.
Quando eu falei pela primeira vez que ia abrir empresa no Paraguai, ouvi de tudo. Que era arriscado, que era 'país pequeno', que ninguém ali levava negócio a sério. A maior parte de quem dizia isso nunca tinha posto o pé em Assunção.
Eu fui. Fiquei. Montei a operação. E hoje, depois de anos rodando entre Piracicaba e Assunção, tenho clareza de por que essa decisão foi uma das melhores que tomei como empresário.
1. A carga tributária real, não a do panfleto
No Brasil, eu já tinha cansado de pagar imposto sobre imposto. No Paraguai a estrutura é diferente: IRE de 10% sobre o lucro, IVA de 10% e dividendos com tributação reduzida. Não é 'paraíso fiscal' — é um sistema simples, previsível e barato de operar.
Para quem fatura em moeda forte e tem cliente no exterior, isso vira margem real no fim do mês. Não estou falando de truque contábil. Estou falando de um país que cobra menos porque gasta menos.
2. Estabilidade jurídica que poucos comentam
A Lei 60/90 protege investimento estrangeiro com regras claras há mais de três décadas. Não muda a cada governo. Não vira pauta de CPI. Você sabe no que está pisando.
Comparado com o vai-e-vem regulatório brasileiro, essa previsibilidade vale ouro quando você está planejando cinco, dez anos.
3. Proximidade real com o Brasil
Uma hora e meia de voo de Foz ou de São Paulo. Mesmo fuso horário. Espanhol que qualquer brasileiro destrava em poucas semanas. Custo de vida que cabe no bolso enquanto a operação ainda está aprendendo a andar.
Eu não 'saí do Brasil'. Eu abri uma porta a mais. E é essa lógica que recomendo para qualquer empresário que está pensando em internacionalização: não é fuga, é estrutura.
O que ninguém te conta
Você ainda precisa trabalhar. Mudar de país não conserta produto ruim, time desalinhado ou prospecção mal feita. O Paraguai é uma alavanca — não é um salvador.
Quem chega aqui esperando que o país faça o trabalho pelo empresário, volta frustrado em seis meses. Quem chega com método, sai com uma operação enxuta e lucrativa.
Foi isso que eu encontrei. E é por isso que continuo aqui.
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